UMA REFLEXÃO SOBRE A GLOBALIZAÇÃO
Suzana Gomes*
Quero iniciar, fazendo uso da característica que distingui o humano dos demais animais, ou seja perguntando.Globalização o que é isso?
Dentro do pressuposto ético da contemporaneidade, pressupõe-se que todos sabemos o que é globalização. Para tal investem pesadamente nos aparatos de controle ideológico para manter as massas dormindo e sonhando com o maravilhosa aldeia global. Este sonho como que uma replica do mundo das idéias proposto pela filosofia grega , todos são profundos conhecedores do processo de internacionalização do capital. Entretanto quando paramos para fazermos uma investigação profunda e radical sobre o tema supra, salta-nos questionamentos e faltado-nos respostas, os mitos e fabulas que nos são contados pelos formadores de opinião não são nem de longe condizente com a realidade vista no processo da globalização, o que a massa tem visto e tão somente aquele perfil maquiado da globalização, com aparência de belo, essa falsa beleza é amplamente utilizada para manutenção da lenda que coloca a globalização coma a super Cinderela da contemporaneidade.
A sociedade de consumo, estabelecida apartir da revolução industrial, tem varias multifacetadas, no propósito de manter o controle e garantir a continuidade do domínio do capital, bem como assegurar-lhe a sua multiplicação. Esse processo histórico é doloroso e perverso, com aqueles que não fazem parte da elite dominante. Portanto não seria diferente com a internacionalização do capital. No processo atual tem se utilizado da multiplicação da informação,criando assim uma impressão de democratização tecnológica. Levando as massas a crerem cegamente (por meio da muita luz da informação) que o mundo atual e maravilhoso, estar tudo informatizado, mecanizado, robotizado, temos tecnologia para resolvermos todos os problemas. No entanto esse discurso é falso, a mecanização tem gerado grandes dividendos para o donos do capital. Para as massas o que tem sobrado e o desemprego e o subemprego, alem do arrocho do salarial. Essa realidade modificou ate mesmo as atividades sindicas, que antes lutavam por ganho real no salário, hoje timidamente participam de rodadas de conversações para que postos de trabalhos sejam mantidos. A mudança estrutural ou seja apartir da transformação da estrutura produtiva, tem gerado o desemprego estrutural, sendo assim os postos de trabalhos destruídos por mudanças estruturais jamais voltaram a existirem. O mais grave em relação a esse face da globalização é o fato de que os trabalhadores atingido pelo desemprego estrutural são aqueles de menor preparo técnico e educacional. Esse processo gera uma grande quantidade de desempregados, que se tornaram inativos economicamente falando, por não mais estarem aptos as necessidades do mercado de trabalho. Vitimas da globalização passam a viverem a aplaudirem programas assistencialistas do governo, pois muitos destes terão, como única renda uma daquelas bolsas mágicas propostas pelo governo, ou quando muito estarão atuando coma subempregados. Essa face cruel da globalização esta presente em todas as economias do mundo na contemporaneidade. E podemos perceber os seus tentáculos nas praticas globalizadas da economia brasileira.
Ao mesmo tempo em que percebamos a crueldade do processo da globalização, descobrimos a necessidade de uma intervenção que venha a desconstruir a filosofia operante do mesmo, nessa desconstrução, promoveremos uma mudança no enredo da opera, propondo assim a construção de uma outra realidade, bem verdade que globalizada, haja visto o homem contemporânea possuir uma consciência universal, nela propondo a criação de uma sociedade na qual vislumbraríamos um “mundo como ele pode ser” essa outra globalização proporia uma pratica que fosse capaz de gerar um dinamismo entre massa e filosofia, que possibilitaria as massas o conhecimento do real, que por sua vez geraria uma sociedade mas fraterna, mais justa e mas igualitária.
*Suzana Gomes, professora de Geografia no ensino fundamental e médio, na Escola Estadual Dr. Trajano Nóbrega em Soledade-PB
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